sábado, 24 de setembro de 2011

Cioran


Da Romênia para o mundo,
Nas angústias foi a fundo,
Senhor Emil, aforismos na jugular,
Da lucidez ao mal-estar...


Insistente na existência,
Taciturno com transparência,
Mil vertigens de sua pena,
É o chagrin que vem à cena...

Cáustico como um tumor,
Do viver ele fez dor,
Corrosivo como ferrugem,
A alegria ele pôs à margem...

Pessimismo, Realismo,
Niilismo, Inconformismo,
Palavras faltam para qualificar
O sóbrio sentimento de pesar...


Fizeste tu, Cioran, da escrita,
Elegia propriamente dita,
Tornando-as íntimas como irmãos siameses,
Que sempre partilharão seus reveses...

                                                    Marcelo Primo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

hai-kai do "nãodeu".

elevador em queda

livre, o coração sai pela boca

e cai.


                                              nani    21 de setembro de 2011.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sabor da infância


Mora na saliva azeda
cor de rosa
Passeia por outros mundos
e sabores
Descansa na saudade em
meio aos bancos da praça e
tardes azuis
É rosa doce, azeda!
Tem cheiro e sabor
de pitanga. 

Nanda.


domingo, 11 de setembro de 2011

constatação.

o menino 
que solta a pipa,
não pensa em nada.

é todo ele pipa,
linha
e vento.

nani. 11 de setembro de 2011.

sábado, 10 de setembro de 2011

n dA a dEclArAr?

nada a declarar.
nenhuma satisfação
há...
a dar

só o vento suave
na pele
só o sereno
do verão
do inverno
do outono...

me falta
a prima
vera.

verdade, juro.
verídico.
o veredito então foi dado:
dados os fatos,
que venha a primavera.

então não há
de fato,
dada a sentença,
nada a declarar.

fez-se a primavera.
e a prima,
vera, deveras,
fez-se mulher.

nani 10 de setembro de 2011.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

HAI-KAI PARA O QUINTANA

paratodos
atravancando
passarinho.

                     nani 05/09/2011