luz de velas:
você traz o vinho,
eu a-pimenta.
moi.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Cioran
Da Romênia para o mundo,
Nas angústias foi a fundo,
Senhor Emil, aforismos na jugular,
Da lucidez ao mal-estar...
Insistente na existência,
Taciturno com transparência,
Mil vertigens de sua pena,
É o chagrin que vem à cena...
Cáustico como um tumor,
Do viver ele fez dor,
Corrosivo como ferrugem,
A alegria ele pôs à margem...
Pessimismo, Realismo,
Niilismo, Inconformismo,
Palavras faltam para qualificar
O sóbrio sentimento de pesar...
Fizeste tu, Cioran, da escrita,
Elegia propriamente dita,
Tornando-as íntimas como irmãos siameses,
Que sempre partilharão seus reveses...
Marcelo Primo
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
hai-kai do "nãodeu".
elevador em queda
livre, o coração sai
pela boca
e cai.
nani 21 de setembro de 2011.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Sabor da infância
Mora na saliva azeda
cor de rosa
Passeia por outros mundos
e sabores
Descansa na saudade em
meio aos bancos da praça e
tardes azuis
É rosa doce, azeda!
Tem cheiro e sabor
de pitanga.
Nanda.
domingo, 11 de setembro de 2011
constatação.
o menino
que solta a pipa,
não pensa em nada.
é todo ele pipa,
linha
e vento.
sábado, 10 de setembro de 2011
n dA a dEclArAr?
nada a declarar.
nenhuma satisfação
há...
a dar
só o vento suave
na pele
só o sereno
do verão
do inverno
do outono...
só
me falta
a prima
vera.
verdade, juro.
verídico.
o veredito então foi dado:
dados os fatos,
que venha a primavera.
então não há
de fato,
dada a sentença,
nada a declarar.
fez-se a primavera.
e a prima,
vera, deveras,
fez-se mulher.
nani 10 de setembro de 2011.
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